“O Mâcon Pierreclos “Le Chavigne” é composto inteiramente por suco de escorrimento livre e de primeira prensagem neste ano, e talvez seja por isso que esteja tão bom. Exala do copo notas de óleo cítrico, maçã verde, iodo, flores brancas e fumaça. É um vinho de corpo médio a encorpado, com textura sedosa e bem delineada, sustentado por uma acidez vibrante e final mineral prolongado.”
William Kelley, The Wine Advocate
O vinhedo Chavigne Pierreclos está localizado em uma encosta muito íngreme de argilas marrons ricas, pontilhadas por inúmeras pierrailles (pequenas pedras). De todos os seus vinhedos, “o Mâcon-Pierreclos é o que eu mais amo”, contou Guffens, “porque foi o nosso primeiro vinhedo e ninguém o queria, por ser inclinado demais.”
Apesar de outros produtores de renome também cultivarem ali, este vinhedo acabou se tornando praticamente sinônimo do nome Guffens. A parcela da família, com 3,3 hectares, é plantada com densidade de 11.000 vinhas por hectare e rende apenas seis a oito cachos por videira. No excelente livro Inside Burgundy, Jasper Morris MW escreve sobre esse vinhedo: “Pierreclos está na encruzilhada entre o Mâconnais e o Beaujolais… aqui se produzem bons tintos, além de brancos excepcionais do Domaine Guffens-Heynen.”
O Le Chavigne foi feito com os primeiros sucos das videiras mais baixas na encosta, das vinhas mais jovens do vinhedo que, ainda assim, têm cerca de 30 anos em média. Nesta safra, Jean-Marie optou por um amadurecimento misto: parte em barricas e a outra parte em cubas de concreto. A ideia foi destacar a intensidade aromática e a textura, sem abrir mão do frescor e da energia das matérias-primas excepcionais.