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IWA 5 — A Harmonia entre Japão e França

O IWA 5 nasceu do olhar visionário de Richard Geoffroy, lendário enólogo e ex-Chef de Cave do Dom Pérignon, que durante quase trinta anos conduziu uma das maisons mais icônicas de Champagne, através de algumas das suas safras mais memoráveis, construindo, ao longo de três décadas, uma visão única sobre como diferentes variedades de uva, parcelas e terroirs podem ser combinados para alcançar uma expressão superior à de qualquer componente isolado.

Quando decidiu partir, levou essa arte do assemblage e à busca incessante pelo equilíbrio e pela expressão do terroir,e a transplantou para o lugar mais improvável e mais fascinante possível: o Japão. Mais precisamente, Shiraiwa, uma vila rural entre as montanhas de Tateyama e o Mar do Japão, na prefeitura de Toyama. Ali, com montanhas ao sul dominadas pelo Monte Tate, uma das três montanhas sagradas do Japão, a cidade de Toyama ao noroeste e o Mar do Japão no horizonte, Geoffroy encontrou a paisagem que procurava: uma quintessência do Japão, onde indústria e agricultura, tradição e modernidade, pureza e hibridismo coexistem naturalmente.

O projeto IWA 5 nasceu da crença de que, para ser um sake verdadeiramente internacional, precisava de raízes profundas no Japão, feito segundo métodos tradicionais, numa kura construída para esse fim. Geoffroy encontrou em Ryuichiro Masuda, CEO da Masuda Shuzo, família que produz sake desde 1893, o parceiro ideal para enraizar o projeto. E foi através do arquiteto Kengo Kuma, que também projetou a kura Shiraiwa, que esse encontro se tornou possível. A kura foi concebida em profundo diálogo com a arquitetura rural japonesa, incorporando os princípios centrais do IWA: horizontalidade, comunidade, inclusão — trabalhadores e hóspedes, produção e recepção, sob o mesmo teto, em torno do mesmo lar.

A garrafa que carrega esse sake foi esculpida em vidro pelo designer Marc Newson, que fundiu formas de recipientes tradicionais japoneses numa silhueta de acabamento escuro e aveludado. A caligrafia que atravessa o vidro como uma pincelada é assinada por Mariko Kinoshita, em colaboração com o designer Hideki Nakajima. Um objeto concebido para o prazer, feito para a mão, para a pele, para a mesa.

O IWA 5 é produzido na categoria Junmai Daiginjo, com os grãos polidos até 35% do tamanho original. Três variedades de arroz são sempre usadas em conjunto: Yamada Nishiki, de Hyogo e Toyama, que traz finesse e linearidade; Omachi, de Okayama, que adiciona opulência e textura; e Gohyakumangoku, de Toyama, que sela e equilibra o conjunto. A fermentação usa predominantemente o método tradicional Kimoto e cinco cepas de levedura, sendo algumas experimentais. Cada Assemblage incorpora também sakes de reserva de ciclos anteriores, o que acrescenta ao conjunto uma complexidade e uma profundidade que nenhuma produção de um único ano poderia atingir.

É nesse último ponto que reside a originalidade maior do IWA 5 como projeto. Na Dom Pérignon, Geoffroy trabalhava exclusivamente com vinhos de uma única safra, onde cada millésime era uma expressão isolada e irrepetível do ano. No IWA 5, ele se aproxima deliberadamente de uma filosofia diferente: a da Krug, que constrói as suas cuvées a partir de vinhos de reserva de múltiplos anos, buscando uma expressão que transcende o tempo e evolui de edição em edição. Cada Assemblage numerada do IWA 5 é exatamente isso, não uma repetição, mas um capítulo novo de uma história em construção, onde a experiência acumulada dos ciclos anteriores alimenta e enriquece o seguinte.

O IWA 5 está presente em mais de 70% dos restaurantes com três estrelas Michelin dos Estados Unidos. Mas talvez o número mais revelador seja outro: cada Assemblage é uma obra nova, não uma repetição, o que significa que quem já bebeu o IWA 5 não bebeu ainda este.

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