Domaine Didier Amiot

Bourgogne “Les Emolissières”

2023

Valor

R$518,00

17 em estoque

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Descrição

O Bourgogne “Les Emolissières”

Na Borgonha, a pirâmide de appellations existe por uma razão precisa: cada degrau, do Bourgogne regional ao Grand Cru, é uma declaração de origem cada vez mais específica, cada vez mais enraizada num solo, numa encosta, num microterroir. Mas o que torna os vinhos regionais de um domaine como o Didier Amiot únicos não é a appellation em si e sim o endereço real da vinha. “Les Emolissières” é um lieu-dit específico, uma parcela com nome e identidade dentro do território de Morey-Saint-Denis, vinificada e engarrafada com o mesmo rigor que Didier dedica a todos os seus vinhos, dos regionais ao Clos de la Roche.

O território vitícola de Morey tem uma notável unidade estrutural que confere às suas parcelas de appellation communale e regional uma certa proximidade com os crus vizinhos. Longe de serem simples alternativas menos onerosas, os vinhos de Morey têm uma classe que os posiciona entre as melhores relações qualidade-preço de toda a Côte de Nuits. É nesse espírito que nasce o “Les Emolissières”: um vinho de entrada que carrega o DNA do domaine e do território e que tem muito mais a dizer do que o rótulo sugere.

Na vinha, o domaine pratica a poda Poussard e cuida dos solos com lavração a cavalo e a trator; os sarmentos são triturados e reintegrados para nutrir o solo naturalmente, em plena conformidade com a agricultura biológica certificada, obtida na safra 2023. As colheitas são realizadas manualmente, em pequenas caixas, por um grupo restrito de família e amigos. Na adega, os tintos passam por uma maceração pré-fermentária a frio de 4 a 5 dias, seguida de uma fermentação alcoólica de 15 a 17 dias para uma extração progressiva e controlada dos aromas e da estrutura. O envelhecimento se dá em tonéis de carvalho nas caves históricas do domaine.

Na taça, o “Les Emolissières” é um Pinot Noir de toque claro e luminoso, com o frescor e a precisão que definem a mão de Didier Amiot. Cor rubis viva com reflexos violáceos; no nariz, alternância entre frutas negras, como cassis, mirtilo e frutas vermelhas de caroço como cereja, com variantes de violeta e especiarias. Na boca, textura sedosa e taninos presentes, mas finos, com um equilíbrio que convida à segunda taça. Um vinho para beber com alegria e para entender, desde o primeiro gole, por que Morey-Saint-Denis é um dos terroirs mais subestimados da Borgonha.

Produtor

Há produtores que herdam um domaine e o mantêm. Há outros que herdam uma história e decidem reescrevê-la com sua própria letra.

Didier Amiot é filho de Morey-Saint-Denis no sentido mais literal e mais profundo da expressão. Durante quase quarenta anos, trabalhou ao lado de seu irmão Jean-Louis no Domaine Pierre Amiot et Fils, uma das casas históricas de Morey, com cerca de 8 hectares distribuídos entre Morey-Saint-Denis e Gevrey-Chambertin e uma gama completa que ia dos Bourgognes regionais até os Grands Crus. Em 2019, os irmãos separaram os caminhos e Didier partiu com 3,3 hectares cuidadosamente escolhidos, Hélène, sua esposa, ao lado e uma decisão clara: recomeçar do zero, do seu jeito.

A primeira escolha foi a mais reveladora: o domaine seria inteiramente conduzido em agricultura biológica. A conversão foi iniciada desde o início, com a certificação oficial obtida na safra 2023. Para Didier e Hélène, isso nunca foi uma estratégia comercial e sim uma consequência natural de quem trabalha a vinha todos os dias e entende que a qualidade começa embaixo da terra. O domaine pratica a poda Poussard e cuida dos solos com lavração a cavalo e a trator; os sarmentos são triturados e reintegrados às vinhas para nutrir o solo naturalmente e cada operação é realizada em função do clima do ano e do respeito por cada terroir. As vindimas são realizadas manualmente, exclusivamente com família e amigos, em pequenas caixas, preservando a integridade de cada baga. Na adega, os tintos passam por uma maceração a frio de 4 a 5 dias antes de uma fermentação de 15 a 17 dias, para uma extração progressiva e controlada. Os brancos recebem uma prensagem pneumática longa e delicada, seguida de débourbage estático de 48 horas antes do envelhecimento em tonéis de carvalho nas caves históricas do domaine.

Na enologia, conta com Pierre Millemann, referência na Borgonha e consultor de nomes como Domaine de la Romanée Conti, Domaine Dujac e Gaja. Millemann não só participa da produção de todos os vinhos do domaine, como inclui o principal deles, o Clos de la Roche Grand Cru, em seu próprio projeto de barricas únicas.

O portfólio de Didier Amiot é um mapa preciso de um dos terroirs mais extraordinários e menos celebrados da Borgonha. Morey-Saint-Denis, apesar de seus modestos 150 hectares de vinhedos, reúne 20 Premiers Crus e 5 Grands Crus: Clos de la Roche, Clos Saint-Denis, Clos des Lambrays, Clos de Tart e uma parte das Bonnes-Mares. É o único village da Côte de Nuits cujas encostas são integralmente classificadas em Grand Cru de norte a sul — quase 37 hectares contínuos orientados ao levante, sem uma única interrupção qualitativa. Um terroir que combina, nos melhores vinhos, a finesse elegante de Chambolle-Musigny com a profundidade e a potência de Gevrey-Chambertin. Didier tem acesso a esse território de ponta a ponta, com o domaine se estendendo por mais de dez appellations, das regionais aos Grands Crus, incluindo parcelas no Clos de la Roche e no Clos Vougeot. Vinhos vivos, precisos e sedosos, sinalizando a marca de quem não tem nada a esconder e muito a dizer.