Domaine Didier Amiot

Clos de la Roche Grand Cru

2023

Valor

R$4.118,00

12 em estoque

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Descrição

O Clos de la Roche Grand Cru

O Clos de la Roche é o maior e o mais poderoso dos cinco Grands Crus de Morey-Saint-Denis. Seu nome vem da topografia singular do lugar: os ancestrais chamavam este pedaço de encosta de “sur la roche” porque a vinha parece plantada diretamente sobre a rocha — e era assim, sobre solos de calcário marrom com pedras e cascalho, praticamente no leito rochoso, que a vinha sempre cresceu. A appellation, que no século XIX cobria menos de 5 hectares, foi progressivamente ampliada até alcançar quase 17 hectares na sua configuração atual, incorporando os lieu-dits Les Mochamps, Les Froichots, Les Fremières, Les Chabiots e a parte baixa dos Monts Luisants. É o Grand Cru do flanco norte de Morey. Poderoso, complexo, com uma capacidade de guarda que poucos vinhos da Borgonha igualam.

A família Amiot cultiva este Grand Cru há quatro gerações. O Clos de la Roche do Domaine Didier Amiot provém de duas parcelas complementares: os Monts Luisants, com 0,21 hectares no alto da encosta, e as Mauchamps, com 0,43 hectares, totalizando 0,64 hectares dentro de um dos terroirs mais nobres de toda a Côte de Nuits. As vinhas estão voltadas para leste e sudeste, entre 270 e 300 metros de altitude, sobre solos de calcário marrom com pedras e cascalho. Dois endereços distintos dentro do mesmo Grand Cru, que se complementam: a altitude e a exposição do Monts Luisants trazem frescor e tensão mineral; o Mauchamps, a meia encosta, acrescentam corpo, profundidade e cor.

Na adega, o Clos de la Roche recebe o tratamento máximo da casa: colheita manual, triagem em mesa vibratória, maceração a frio de 5 a 7 dias, fermentação com leveduras indígenas com monitoramento rigoroso de temperaturas, e envelhecimento de 15 a 18 meses em tonéis de carvalho francês de 228 litros, com 50% de madeira nova, a proporção mais alta do domaine, que confere estrutura e profundidade sem nunca sobrepor a voz do terroir. Trasfegagens e engarrafamento realizados em função do calendário lunar.

Na taça, aromas de trufa, cereja, rosa, especiarias, violeta, nozes e mirtilo constroem um nariz de grande complexidade. Na boca, o vinho é poderoso e bem equilibrado, com profundidade notável e um comprimento excepcional — a marca dos grandes Grands Crus da Côte de Nuits, que pedem tempo e recompensam quem espera. Reminiscente das seleções mais caras do vizinho Chambertin, com toda a finesse e elegância que garantem décadas de evolução em garrafa. O Clos de la Roche  Grand Cru é rótulo mais precioso do Domaine Didier Amiot. É o Fleuron do Domaine, termo francês que significa literalmente “a flor mais bela de um buquê”.

Produtor

Há produtores que herdam um domaine e o mantêm. Há outros que herdam uma história e decidem reescrevê-la com sua própria letra.

Didier Amiot é filho de Morey-Saint-Denis no sentido mais literal e mais profundo da expressão. Durante quase quarenta anos, trabalhou ao lado de seu irmão Jean-Louis no Domaine Pierre Amiot et Fils, uma das casas históricas de Morey, com cerca de 8 hectares distribuídos entre Morey-Saint-Denis e Gevrey-Chambertin e uma gama completa que ia dos Bourgognes regionais até os Grands Crus. Em 2019, os irmãos separaram os caminhos e Didier partiu com 3,3 hectares cuidadosamente escolhidos, Hélène, sua esposa, ao lado e uma decisão clara: recomeçar do zero, do seu jeito.

A primeira escolha foi a mais reveladora: o domaine seria inteiramente conduzido em agricultura biológica. A conversão foi iniciada desde o início, com a certificação oficial obtida na safra 2023. Para Didier e Hélène, isso nunca foi uma estratégia comercial e sim uma consequência natural de quem trabalha a vinha todos os dias e entende que a qualidade começa embaixo da terra. O domaine pratica a poda Poussard e cuida dos solos com lavração a cavalo e a trator; os sarmentos são triturados e reintegrados às vinhas para nutrir o solo naturalmente e cada operação é realizada em função do clima do ano e do respeito por cada terroir. As vindimas são realizadas manualmente, exclusivamente com família e amigos, em pequenas caixas, preservando a integridade de cada baga. Na adega, os tintos passam por uma maceração a frio de 4 a 5 dias antes de uma fermentação de 15 a 17 dias, para uma extração progressiva e controlada. Os brancos recebem uma prensagem pneumática longa e delicada, seguida de débourbage estático de 48 horas antes do envelhecimento em tonéis de carvalho nas caves históricas do domaine.

Na enologia, conta com Pierre Millemann, referência na Borgonha e consultor de nomes como Domaine de la Romanée Conti, Domaine Dujac e Gaja. Millemann não só participa da produção de todos os vinhos do domaine, como inclui o principal deles, o Clos de la Roche Grand Cru, em seu próprio projeto de barricas únicas.

O portfólio de Didier Amiot é um mapa preciso de um dos terroirs mais extraordinários e menos celebrados da Borgonha. Morey-Saint-Denis, apesar de seus modestos 150 hectares de vinhedos, reúne 20 Premiers Crus e 5 Grands Crus: Clos de la Roche, Clos Saint-Denis, Clos des Lambrays, Clos de Tart e uma parte das Bonnes-Mares. É o único village da Côte de Nuits cujas encostas são integralmente classificadas em Grand Cru de norte a sul — quase 37 hectares contínuos orientados ao levante, sem uma única interrupção qualitativa. Um terroir que combina, nos melhores vinhos, a finesse elegante de Chambolle-Musigny com a profundidade e a potência de Gevrey-Chambertin. Didier tem acesso a esse território de ponta a ponta, com o domaine se estendendo por mais de dez appellations, das regionais aos Grands Crus, incluindo parcelas no Clos de la Roche e no Clos Vougeot. Vinhos vivos, precisos e sedosos, sinalizando a marca de quem não tem nada a esconder e muito a dizer.