O Chateau Closiot é a vinícola do casal Guffens-Heynen na região de Barsac, em Bordeaux.
Desde sua primeira visita a Sauternes em 1976, Jean-Marie e Maine eram apaixonados pelos grandes vinhos desta região. Após dois anos à procura, descobriram uma pequena propriedade à venda, rodeada pelos mais famosos Premiers Crus Classés de Barsac e adquiriram o Château Closiot, em 2017, com o objetivo de produzir ótimos vinhos ali.
Como um dos melhores enólogos de brancos do mundo, era impensável para Jean-Marie não produzir um grande vinho seco em Barsac e deste objetivo surgiu o C de Sec do Chateau Closiot
Há algo de paradoxal e fascinante neste vinho. O Château Closiot situa-se no coração de Barsac, encravado entre Climens, Coutet e Doisy-Védrines, num clos de oito hectares sobre o plateau calcário que produz alguns dos vinhos doces mais célebres do mundo. As mesmas vinhas centenárias, o mesmo solo de argila vermelha salpicada de pedras sobre base calcária, os mesmos nevoeiros matinais que favorecem a botrytis — e um vinho completamente seco.
O C de Sec é feito a partir das mesmas parcelas do Clos Bonneau que alimentam os vinhos doces da propriedade, com vinhas que ultrapassam os 50 anos e um blend composto de 85% Sémillon, 15% Sauvignon Gris e um toque de Muscadelle. O Sauvignon Gris, casta rara, distinta do Sauvignon Blanc pela textura mais redonda e pelos aromas que tendem para o especiado e o floral, é um traço distintivo do assemblage e explica parte da sua personalidade invulgar para um branco seco bordalês. As uvas são prensadas suavemente e apenas o mosto que escorre naturalmente, sem pressão, segue diretamente para as barricas, sem maceração alguma. O vinho fermenta e estagia durante oito meses sobre as borras finas, com cerca de 25% de carvalho novo, proporção suficiente para dar estrutura e integrar a riqueza do Sémillon sem dominar o conjunto. A fermentação maloláctica foi conduzida integralmente, o que suaviza a acidez e confere a textura volumosa que define o C de Sec.
Na taça, nesta safra 2024, apresenta cor amarelo-dourada. O nariz abre com fruta muito madura, como pêssego branco, melão, fruta exótica, com toques de avelã e uma subtil nota tostada da passagem em madeira. A boca confirma o que o nariz anuncia: ataque suave e cheio, volume expressivo, textura quase opulenta no centro. O que surpreende é o final: uma acidez muito fresca, quase cítrica, destacando precisamente essa tensão entre a riqueza do Sémillon e os “bright acids” que animam o conjunto. O comprimento é notável para a denominação e para o nível de entrada, sendo avaliado com 93 pontos por Robert Parker.
Harmoniza com peixe nobre em molhos cremosos, vieiras grelhadas, foie gras levemente aquecido, queijos de pasta mole de casca lavada.
Servido entre 10 e 12°C.